E por que saímos esta quarta-feira à rua?

Motivos há muitos para saírmos à rua. Nom há dia no que a nossa realidade nom se presente com injustiças contra as que luitar, mas também dándo-nos azos para afronta-las com energia. Porque a rebeldia é, sobre todo, a ledicia contra a resignaçom e a construçom de alternativas contra os ditados do poder. Há ocassons nas que os ditames som especialmente injustos e o que nos jogamos mui valioso, e é aí quando precisamos conjugar umha resposta à altura das circunstâncias.

Fronte ao moderno discurso de descrédito a qualquer forma de expressom organizada, de exaltaçom do individualismo que nos convida à resignaçom e abandonar o caminho da transformaçom social agochando a cabeça, as estudantes galegas erguémo-nos coma sempre fixemos. Desta volta cumha nova ferramenta: Erguer. Estudantes da Galiza, a organizaçom unitaria do estudantado galego; mais unido, mais organizado e com mais força que nunca. Erguerémo-nos esta quarta-feira de xeito extraordinário, sacrificando umha jornada do nosso próprio ensino como ato de protesta.

Porque desde a incompetência de um poder que nos dá as costas, quem nom ergue a voz nom existe, e por iso juntarémo-nos nas ruas de 18 vilas e cidades da Galiza, para que nos escuiteim bem.

Como responsáveis e soberanas que nos reclamamos da nossa realidade, tremendamente sensível à correlaçom de forças sociais, exercemos a defesa dos chanzos que pese aos atrancos fomos conquistando nós mesmas fronte a quem a quere desmantelar desde fóra atendendo a interesses alheios. Muitas pensamos que a democracia se exerce todos os dias, e organizámo-nos para canalizar colectivamente a nossa vontade insubmissa ante um poder cada vez mais esmagador de todo o que recenda a progresso. E de todos os eidos atacados da nossa realidade, o ensino é a pedra angular.

Quem legisla no ensino sem contar com a comunidade educativa -contra ela para ser mais precisos- está sendo incompetente em termos democráticos por riba de qualquer outro qualificativo. Todo o contrário, porém, se o que pretende é a sua demoliçom. Quer incompetencia, quer asedio deliberado, nom podemos permitir-nos o luxo de ficar caladas.

Tam flagrantes som os ataques ao ensino que nem sequer tería que mencionar a LOMQE e o 3+2 neste texto para a estas alturas estardes todas ao tanto do que estamos denunciando. Mais às veces as evidencias passam desapercebidas polo feito de selo e fai falha repeti-las ata que as superemos.

Falamos nem mais nem menos que dumha determinaçom política por deteriorar um ensino público no que nom crem em favor do privado. Na universidade vemos como progressivamente se implanta um modelo no que o nível de formaçom depende mais do poder adquisitivo das estudantes, passando primeiro por Bolonia ata chegar ao 3+2, recaindo cada vez mais peso nos custosos mestrados. Modelo que se complementa à perfeçom com a LOMQE, umha lei antipedagóxica e clasista, ademais de espanholista, que liquida a igualdade de oportunidades desde idades mui temperás e que pretende eliminar o galego e a nossa realidade nacional das aulas. É, a todos os níveis educativos, a expressom mais perfeita da ideologia reacionária do Partido Popular.

Nom podemos acostumar-nos a aturar estoicamente as chaparradas. Debemos tomar partido, a quarta-feira e todos os dias, porque ao dia seguinte à greve seguiremos luitando desde a nossa realidade cotiá, nas aulas e na rua, construíndo alternativa sempre desde a ilussom de saber que venceremos nós.

Artigo de Andrés López publicado en Praza Pública

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