No 13 de abril manifesta-te por um ensino público!

Nos últimos anos pudemos ver como o ensino avançou na direcçom oposta: cara a umha total mercantilizaçom que respondia aos interesses do capital. Desde o governo do Partido Popular, vinhemos sofrendo ataques ao ensino desde há anos, que levam o estudantado a se ver na obriga de sair à rua mais umha vez.

Estes ataques começam já no ensino médio através da LOMCE, umha lei espanholizadora, confissional, antipedagógica, privatizadora, classista e patriarcal que afonda na falta de igualdade de oportunidades no ensino.

A implantaçom das reválidas é um jeito mais de segregar o estudantado ao impor barreiras ao final de cada etapa educativa que limitam a obtençom do título a umha única e azarosa prova, orientando assim os esforços de professorado e de estudantado a prepará-la, em troca de pular por métodos mais pedagógicos e confiar no labor do professorado. Aliás, servirám para estabelecer umha classificaçom dos centros em base à qual se repartirám os orçamentos, nom garantindo umha dotaçom de serviços digna e igualitária.

Ademais, a LOMCE afonda na recentralizaçom de competências educativas e na uniformizaçom do ensino, impedindo o conhecimento da realidade histórica, social, linguística e cultural da Galiza.

Mas os ataques nom se detenhem no ensino médio e continuam na universidade com o Decreto do 3+2, aprovado polo Partido Popular no passado ano. Este Decreto, emarcado na chamada Estratégia Universitária 2020, procura mais umha vez a mercantilizaçom do ensino público, com o objetivo de converter as universidades num criadeiro para as empresas capitalistas.

Com a implantaçom desta medida, som menospreçados todos aqueles graus que nom cumpren com as expectativas de produtividade dum sistema que só busca a criaçom de mao de obra barata, em troca de indivíduos com capacidade crítica. No sentido da procura de produtividade, som as Humanidades as disciplinas que som diretamente atacadas, direccionando a educaçom cara aos interesses das grandes corporaçons e governos corruptos.

Mas se nom for davondo com o desmantelamento da qualidade e da diversidade educativa, a suba de taxas associada à implantaçom do 3+2 supom un acrescentamento sangrante a respeito de tempos anteriores. Com este decreto suprime-se um ano de grau, ficando este conformado por 3 anos, o qual supom a exigência de realizar um mestrado ou posgrau de especializaçom de dous anos de duraçom, com a consequente suba nos custos que isto supom para a classe trabalhadora.

Os recortes abocam o ensino público galego a umha extrema precarizaçom e a um retrocesso na qualidade da mesma, remontando-nos a medidas franquistas como as reválidas que instaura a LOMCE. Sinal destes ataques som os recortes de professorado, que levam ao desvalorizaçom da qualidade docente ou à reduçom dos orçamentos para a obtençom de material. Mas as estudantes da Galiza nom ficam paradas e como pudemos ver nas últimas semanas surgem respostas por todo o país. Desde Erguer consideramos que a resposta a todos estes atentados contra o ensino público que se estám a produzir na Galiza deve ser umha greve, para assim enfrontar-nos também às imposiçons da Uniom Europeia e do Estado Espanhol no ensino. Ante o panorama político existente no Estado, em que os pactos que se estám a articular entre as forças políticas espanholas nom contemplam a derrogaçom da LOMCE, Erguer chama o estudantado galego a vaziar as aulas e encher as ruas a vindoura quarta-feira 13 de abril numha greve estudantil convocada em todo o país, tanto para o ensino médio como para o universitário.

Defender o público é defender o futuro, nem imposiçons espanholas nem europeias, nom à LOMCE e nom ao 3+2!

Cartaz Reintegrado

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