SEM PROFESSORADO QUE IMPARTA AS MATERIAS QUE ESCOLHEMOS

Nos últimos oito anos, desde o governo da Junta levam-se recortado quase 2 000 milhons de euros no orçamento destinado ao ensino público. Contamos com cada vez menos unidades educativas, mentres ao mesmo tempo se multiplicam as ajudas às privadas; a atençom à diversidade conta cada ano com menos recursos, e, claro, o profesorado nom só perde direitos laborais, se nom também praças nos centros.

Neste primeiro curso de aplicaçom da LOMQE estamos a ver mui claras as consecuencias que tem este recorte das praças na qualidade do ensino recebido. O novo professorado está sendo practicamente obrigado a estar qualificado para impartir mais dumha materia, como pode ser o exemplo dalguns liceos nos que professoras de Física tenhem que dar também a materia de Debuxo Técnico para conseguir assim umha boa configuraçom horaria com menor plantel de docentes. Isto supom que o professorado nom se
pode centrar, na prática, na preparaçom das aulas que imparte do jeito que quereriam e que mais beneficioso resultaria para a nossa formaçom.

À sua vez, outro dos maiores problemas que traz consigo a falta de praças suficientes é que obriga a muitos centros do país a oferecer menos opçons de optativas para escolher, o que no Bacharelato implica dificuldades para o alunado à hora de cursarmos materias que nos ponderem para entrar nas carreiras às que queiramos aceder. Isto supom um privilégio engadido para as elites que podem permitir-se o ensino privado, já que contam com muitas mais facilidades à hora de aceder ao ensino superior.

Esta falta de praças traz consigo problemas à hora de configurar as matrículas escolares, como já os vivimos durante este curso em varios liceos nos que Erguer interviu em apoio às reivindicaçons do estudantado. Forom os casos da Xunqueira II em Ponte Vedra e do Xelmírez II em Compostela, centros nos que nom se ofertavam certas materias e nos que o alunado estava obrigado a escolher outras que nom eram necessárias para aceder à sua carreira. Nestes liceos, inclussive aquelas materias escolhidas por maior quantidade de alunas nom tinham garantia de serem impartidas no próximo curso, malia estar recolhido na Lei que a vontade do estudantado deve ser a prioridade à hora de se oferecerem umhas ou outras materias.

Seguirmos a loitar nas ruas e nas aulas contra os recortes no ensino público é o caminho para mudar a realidade que se nos impom às estudantes das classes populares. Com as mobilizaçons na Xunqueira II e no Xelmírez II já fomos quem de chamar a atençom da Inspeçom Educativa sobre a situaçom que se vive nesses centros, e nesse caminho devemos seguir insistindo para passo a passo construir um ensino público galego e de qulidade; um modelo totalmente distinto ao que a LOMQE nos impom e que desde o governo da Junta se ampara.

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