25 de novembro. Dia Internacional para a Eliminaçom da Violência contra a Mulher.

Violências machistas às que estamos submetidas as estudantes.

Todas as mulheres sofremos a violência machista. Poderiamos dizer que é umha conseqüência inerente à condiçom de mulher. Nom somos 3 de cada 10, nem as 1.355 denunciantes do primeiro semestre do ano; somos todas e cada umha de nós sendo violentadas por quem, polo seu género, se acha numha situaçom de superioridade social. Esta violência está normalizada, produze-se em qualquer espaço da nossa vida diária, mas som aqueles ámbitos que estruturam mais e melhor as relaçons de poder os que facilitam a sua reproduçom e perdurabilidade, e um deles som as instituiçons académicas.

 

Todo tipo de condutas machistas sofremos as mulheres nos nossos centros de estudos por parte de professores e companheiros de aulas. Com manifestaçons que vam desde a violência simbólica, com atitudes que reproduzem os roles de género no recreio ou no ginásio, o mainsplaining dentro das aulas, ou  comentários vexatórios que condenam a condiçom de mulher da estudante, como ela viste, etc. A respeito disto, ainda temos recente o caso de Luciano Méndez, que denunciamos por ter cuspido comentários machistas contra umha aluna por como esta vestia.

 

Cabe sinalar, como método demasiado comum de vexaçom às rapaças, a chantagem ante a difusom de conversas, fotos e/ou vídeos de caráter sexual e polos que elas rematam por ser acossadas por outros companheiros e outras companheiras, carregando com a responsabilidade por ter dito ou enviado certas cousas e com a vergonha e linchamento social polo feito em si. Ante estes casos a prevençom recai, de novo, na responsabilidade delas frente à dos difusores e a proteçom nom sempre chega por parte do centro ou da família, deixando mais umha vez que sobre a vítima se verta a culpa.

 

Outro tipo de atitudes que acostumam a fazer-se sonadas som as de violência física. Já nom seria a primeira vez que no nosso país se dam casos de abuso sexual sem que o centro considerasse concluintes as provas contra os agressores e estes ficam impunes mentres ela é tratada de tola, em muitas ocasions sofrendo vendettas por parte dos próprios denunciados.

Do mesmo jeito, outros casos de sexismo, ainda que neste caso nom exclusivamente dirigido às mulheres, som os casos de homofobia. Só temos que lembrar ao professor de magistério Domingo Neira, denunciado no ano académico 2013-2014 por comentários como “nom se lhes pode permitir a parelhas do mesmo sexo adotar, já que lhes passariam o seu mal aos seus filhos” ou “as mulheres lésbicas tenhem um cromosoma XXX”, o que explicaria “o seu comportamento nom normal”. Este docente, que exercia, por se fosse pouco, em Ciências da Educaçom, foi suspenso de emprego e de parte do soldo no que ficava de ano. Porém, voltou à USC no seguinte e novamente, as que fomos duramente reprimidas fomos as estudantes que nos enfrentamos a ele.

 

Por outro lado, estám as agressons levadas a cabo aproveitando as contornas dos centros de estudo, ou do campus universitário, assim como em zonas onde as estudantes residem. Atopamo-nos com umha situaçom pola qual se nos fai às mulheres ter que tomar precauçons e ser controladas polas famílias, restringindo horários, sendo determinadas prendas de vestir condenadas por considerarem-se “provocadoras”, obrigando-nos a viver com acompanhante… Esta situaçom agrava-se quando acontece perto de nós e todo isto nom fai senom crescer, em detrimento da nossa liberdade e fazendo-nos temerosas e responsáveis das agressons deles.

 

Umha constante preocupante arredor de todos os casos que podamos exemplificar, som as numerosas vezes nas que os centros de estudo nom tenhem umha atuaçom concreta tanto para sancionar os agressores como para impedir que aconteçam. E nom podemos deixar de pensar que esse abandono de responsabilidades é intencional, pois tendo em conta a frequência destas, a ausência dum protocolo, estabelecido polos órgaos de governo académicos, é sangrante. Mas a situaçom reflite bem quem tem umha chave valiosíssima para combater a violência machista contra as estudantes e que interesses lhe impedem utilizá-la.

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