Queremos um ensino público, galego, laico e antipatriarcal!

Amanha, quarta-feira 7 de xunho, o estudantado galego de segundo de Bacharelato começou a Prova de Aceso à Universidade (ABAU). Esta nova prova nasce da LOMQE, umha lei que supom o máximo exponente da espanholizaçom e privatizaçom do nosso ensino.
Assim, temos umha lei educativa que reduz Língua e Literatura Galega a umha matéria de Livre Configuraçom Autonómica, permitindo a reduçom de horas desta; suprime a Filosofia como matéria obrigatória, fazendo-a impossível de escolher para muitas alunas pola configuraçom dos horários, e começa a contar a Religiom para a media do Bacharelato, sendo umha matéria com a que adoita ser singelo obter boas notas, co que se tenta que a escolham mais alunas. O governo espanhol deixou claro ao serviço de quem está. Buscase que o alunado, ou as que podem permitir-se aceder à universidade, estude as carreiras que o mercado demanda, sem importar para nada a nossa aprendizagem nem formaçom.

A ABAU é o ponto final desta lei: consegue reducir dous cursos com 27 horas e media de aulas semanais, mais o tempo de estudo, a três dias de exame nos que pouco mais podemos facer que memorizar contidos e cuspi-los neles.
As alunas de 2° de Bacharelato começamos o curso com a pressom da realizaçom dumha prova que decidira o nosso futuro, da qual apenas sabíamos nada, prejudicando tanto às alunas como a um professorado confuso. Nom é ata depois de Nadal que começamos a saber en que consistiríam os exames, junto com a nova de que varias matérias que estávamos a cursar este ano nom iam ser avaliáveis na prova.
Ata o terceiro trimestre nom soubemos as ponderaçons, que acabarom mudando de forma mui significativa para vários graos. Isto levou a que nos matricularamonos numhas condiçons que já nom som as vigentes, com o prejuízo que isto supom no nosso aceso à universidade.

A LOMQE nom tem como objectivo a nossa aprendizagem, senom que só umha elite, que pode costear-se classes adicionais e carreiras privadas, poda aceder às ensinanças superiores que deseje cursar. Impossibilita que as filhas de obreiras podamos aceder à universidade, polos grandes custos económicos que supom, polas múltiples barreiras que a LOMQE nos impom ou pola pequena oferta de praças nas carreiras. O capitalismo converteu o Bacharelato numha competiçom : as tuas companheiras de aula som as tuas contrincantes à hora de conseguir praça. Nós rexeitamos este modelo antipedagóxico. Nom queremos ser máquinas que só reproducem o memorizado nem contrincantes na disputa por umha determinada nota: queremos estudar, formar-nos e pensar por nós mesmas. Queremos um ensino público, galego, laico e antipatriarcal!

Artigo de Nerea Edreira

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